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saude
Dive/SC divulga balanço de bloqueio vacinal no Sul do estado

Publicado em 23/05/2019 às 14:20 - Atualizado em 23/05/2019 às 14:20

Depois de mais de uma semana de trabalho, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV) da Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulga o balanço das ações desenvolvidas durante o bloqueio vacinal contra a raiva, em Gravatal e região, no sul do estado. Quase 4 mil animais (3.873 no total) foram vacinados contra a doença (3.144 cães e 729 gatos) em 1.567 imóveis visitados.

O trabalho de vacinação de cães e gatos começou no dia 9 de maio, em Gravatal, município que teve registro de um caso de raiva humana. A partir dali, em um raio de até cinco quilômetros, todos os animais encontrados receberam a vacina. “A ação aconteceu casa a casa. As equipes percorreram também as regiões dos municípios de Capivari de Baixo e Pescaria Brava, que estavam dentro do raio delimitado”, explica João Fuck, gerente de Zoonoses da Dive/SC.

A atividade, coordenada pela Dive/SC, com a parceria da Gerência Regional de Saúde de Tubarão, contou também com a participação de profissionais e técnicos da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), dos municípios de Gravatal, Pescaria Brava, Capivari de Baixo e Tubarão, de professores e acadêmicos da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).

Os animais precisam, ainda, receber a segunda dose da vacina. Por isso, os técnicos retornam à atividade na região no mês de junho. Depois disso, o bloqueio vacinal é concluído.

A médica veterinária da Dive/SC, Alexandra Schlickmann Pereira, lembra que a forma mais eficaz de proteção contra a raiva é a vacinação dos animais. Os proprietários precisam estar atentos. “O ideal seria ter um veterinário de confiança e ele indicar qual o calendário de vacinas mais adequado para o seu animal de estimação. Só garantindo a vacinação dos animais estaremos protegidos da raiva”, ressalta.

Raiva

Após 38 anos sem registrar casos de raiva humana no estado, a DIVE/SC confirmou no início de maio, um óbito de uma paciente de 58 anos, residente em área rural do município de Gravatal, por conta da doença.

Já os últimos casos de raiva em cães e gatos em Santa Catarina foram registrados em 2006, nos municípios de Xanxerê (01 cão e 01 gato), Itajaí (01 cão), e em 2016, em Jaborá (01 cão).

A raiva é uma doença transmissível que atinge mamíferos como cães, gatos, bois, cavalos, macacos, morcegos e também o homem, quando a saliva do animal infectado entra em contato com a pele ou mucosa por meio de mordida, arranhão ou lambedura do animal. O vírus ataca o sistema nervoso central, levando à morte após pouco tempo de evolução. A raiva não tem cura estabelecida (há apenas três casos de cura conhecidos no mundo, um deles no Brasil) e a única forma de prevenção é por meio da vacina.


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